A revisão de 2023 mudou valores mínimos em blocos autônomos e adicionou tabela orientativa. O que isso significa pro seu projeto e pro Dialux EVO.
Por que iluminação de emergência importa
A NBR 10.898 rege o Sistema de Iluminação de Emergência em edificações brasileiras. Em um cenário de evacuação (incêndio, queda de energia, pânico), iluminação de emergência adequada faz a diferença entre saída ordenada e tragédia.
Frequentemente é o item mais negligenciado em projeto elétrico e PPCI. Especialista esquece, instalador improvisa, vistoria do CBM reprova. A revisão de 2023 da norma reforçou requisitos e padronizou um aspecto que vinha sendo interpretado de forma livre.
O que mudou na revisão de 2023
O destaque principal é a atualização dos valores mínimos de iluminância em blocos autônomos. Antes da revisão, projetistas e fornecedores trabalhavam com referências genéricas. Agora há valores explícitos por tipo de instalação.
Outros pontos relevantes:
- ·Tabela orientativa relacionando tipo de instalação, altura e quantidade mínima de iluminância dos blocos autônomos.
- ·Critérios de autonomia em situação de emergência (geralmente 1 hora ou 90 min dependendo da edificação).
- ·Integridade da instalação elétrica em fogo: cabos e conexões resistentes a fumaça e calor pra manter iluminação ativa durante incêndio.
- ·Compatibilização com sistema de detecção e alarme (NBR 17240) e sinalização (IT-CBM vigente).
Tabela orientativa nova
A novidade que mais impacta o projetista é a tabela. Em vez de calcular caso a caso (com risco de erro), você cruza:
- ·Tipo de instalação: corredor, escada, hall, garagem, área técnica.
- ·Altura de instalação: 2,5 m, 3 m, 4 m.
- ·Iluminância mínima resultante: lux mínimo no piso.
Com isso, você dimensiona quantidade e espaçamento de blocos autônomos sem ter que rodar simulação fotométrica completa pra cada caso simples.
A tabela é orientativa, não substitui a IT do estado quando esta exigir critério mais rigoroso. CBM de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina costumam impor requisitos adicionais.
Impacto prático no projeto
O que muda no fluxo de projetista PPCI:
- ·Cálculo mais ágil em casos simples (corredor de hotel, escada de prédio comercial).
- ·Memorial padronizado: dá pra justificar o dimensionamento citando a tabela da norma diretamente.
- ·Compatibilização mais limpa com arquitetura: arquiteto sabe antecipadamente onde colocar os blocos e qual potência mínima.
- ·Especificação de produto: fabricantes (Daisalux, Engesul, Intelbras) já estão adaptando catálogos às faixas da nova tabela.
Pra projeto com geometria complexa (átrio com pé-direito variável, escadas helicoidais), ainda vale rodar simulação completa no Dialux ou Daisalux. Mas pra residencial multifamiliar, comercial padrão e edificações típicas, a tabela atende.
Iluminação de emergência é parte central da Trilha PPCI da Academy, com Dialux EVO e Daisalux cobrindo o dimensionamento técnico e a documentação aceita pelo CBM.