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Como o BIM impactou a construção e qual o seu futuro?

O BIM é frequentemente descrito como uma tecnologia, automação ou um software específico. No entanto, é na verdade um processo que produz um modelo de informações de construção, entre outras coisas.

Embora a adoção do BIM tenha normalizado o projeto 3D de um edifício, as mudanças em direção à centralização de dados e os avanços na tecnologia estão revelando as soluções para problemas de projeto complexos que apresentam oportunidades incríveis à comunidade de projetos.

Em termos simples, o BIM é uma representação digital das propriedades físicas e funcionais de um edifício e inclui informações sobre cada componente que entra em um projeto. O modelo 3D resultante ajuda arquitetos, engenheiros e profissionais da construção a criar e projetar com mais eficácia, conectando o modelo 3D ao desenho 2D.

Como isso afetou o projeto de construção?

Desde que a Autodesk introduziu a capacidade de equipes trabalharem simultaneamente em um único modelo em 2004, o Revit tem sido a base da adoção da modelagem 3D e BIM pela indústria de AEC. Com a adoção do modelo baseado em nuvem de hospedagem em BIM360, equipes de projeto em todo o mundo agora podem trabalhar juntas em uma única plataforma.

Enquanto os ambientes de dados comuns (CDE) como o BIM360 estão eliminando silos de informações e reduzindo o atrito no compartilhamento de dados BIM, eles também destacaram a importância da comunicação entre os parceiros de design fora do modelo para entender os objetivos e o status do projeto.

Além disso, a criação paralela de modelos 3D ao lado de desenhos de construção 2D tradicionais expandiu o conjunto de habilidades exigidas da equipe de AEC para dar suporte à modelagem 3D, interoperabilidade e visualização de modelos.

A adoção de software BIM e CDEs foi possibilitada por avanços em software de modelagem, poder de computação e recursos de nuvem. Essas tecnologias combinadas também permitiram análises avançadas que potencializam os modelos 3D, incluindo modelagem de elementos finitos, dinâmica de fluidos computacional, modelagem de energia, estudos de luz do dia e sequenciamento de construção.

Enquanto os projetistas podem ter considerado anteriormente apenas um punhado de soluções para um determinado design, o design generativo no software BIM permite que centenas ou milhares de opções sejam geradas e analisadas para que a melhor opção possa ser selecionada.

O que vem a seguir?

Se os últimos 10 anos foram para mudar para 3D e automatizar fluxos de trabalho, os próximos 10 serão sobre como aplicar essa automação para resolver novos problemas, tornando-se orientado por dados e integrando a cadeia de suprimentos.

As empresas de AEC precisarão abordar conjuntos de habilidades em constante mudança, competição por talentos e desenvolver relacionamentos para envolver novos parceiros para resolver problemas emergentes. Nos próximos anos, podemos esperar que os resultados do projeto mudem dos desenhos físicos para o BIM, especialmente à medida que as empresas adotam a ISO 19650.

Transformação Digital

A entrega de desenhos físicos às autoridades municipais e proprietários de edifícios será substituída por desenhos eletrônicos e BIM por meio de ferramentas como o Pyle (recentemente adquirido pela Autodesk).

Acompanhando a entrega eletrônica, veremos um movimento para adotar uma assinatura digital de entregas. Não apenas a digitalização de um selo, mas usando uma solução de assinatura digital certificada. Essa mudança pressionará os profissionais licenciados e os conselhos para entender como gerenciar o risco de “estampar” os produtos digitais.

Enfrentando novos desafios

Os crescentes grupos de partes interessadas e o crescente conjunto de ferramentas analíticas posicionam os profissionais de AEC para enfrentar uma série de desafios emergentes, desde a concepção do projeto até o gerenciamento das instalações.

Pessoas – novos parceiros, novo treinamento

Soluções inovadoras requerem engajamento com novos stakeholders. Em alguns casos, isso significa que haverá novos clientes. Em outros casos, isso significa que as empresas de AEC ficarão mais próximas dos clientes existentes em todos os níveis da cadeia de suprimentos, desde gerentes de dados a planejadores mestres, fabricantes e equipes de manutenção predial.

Conforme as empresas adotam a ISO 19650 e aumentam seus próprios requisitos de dados, as empresas de AEC terão que ser ágeis para atender a esses requisitos. Isso exigirá a qualificação constante da equipe existente e o treinamento de novos recrutas para acompanhar o ritmo das mudanças tecnológicas.

Novos problemas – segurança e dados

À medida que os edifícios se tornam hospedeiros de mais e mais tecnologia usada para adaptar a experiência aos ocupantes, novos riscos se apresentarão em torno da segurança e privacidade dos dados. A tecnologia de construção moderna precisará resolver os problemas de segurança que atormentam os sistemas SCADA (controle de supervisão e aquisição de dados) que controlam a infraestrutura crítica e as empresas de AEC terão que aprender como gerenciar os dados e mitigar os riscos associados.

A mudança para o software BIM afetou as empresas de design de edifícios, tanto na forma como administramos nossos negócios quanto em como fazemos nosso trabalho. Embora o BIM tenha resultado em eficiências de fluxo de trabalho, ainda precisamos concretizar um verdadeiro produto BIM.

Ambientes de dados comuns, como o BIM360, centralizaram as informações do projeto e melhoraram a coordenação do projeto, mas também abriram as portas para novos participantes e requisitos do projeto. Responder a esses requisitos oferece uma oportunidade para os designers aproveitarem seus recursos de design e tecnologia emergente para resolver novos problemas.

Ao promover a inovação, melhorar as capacidades técnicas e reduzir as barreiras à entrada, o BIM equipou as empresas AEC para responder às necessidades emergentes em um mundo cada vez mais incerto.

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87% das empresas de construção não usam novas tecnologias

Mesmo com o decreto BIM 2020 e popularização das tecnologias como impressão 3D, Internet das Coisas, Realidade Aumentada ao redor do mundo e em rodas de conversa, a realidade nos canteiros de obra pelo país ainda está muito distante da modernidade.

Segundo pesquisa feita pelo portal AECweb, 87% das construtoras e escritórios de engenharia e arquitetura não usam ou aplicam minimamente os processos e tecnologias de construção digital disponíveis atualmente.

Para se ter ideia, 32% dos entrevistados utilizam apenas o e-mail e whatsapp como ferramentas tecnológicas no gerenciamento de projetos e obras. Em compensação, a pandemia está forçando as empresas a buscar soluções que estejam alinhadas com a modernidade que nosso setor necessita, mesmo que essa adaptação não venha da noite para o dia, já que são necessários treinamentos e equipamentos que podem demandar horas e investimento até se tornarem aplicáveis na realidade do construtor ou projetista.

Entre as dificuldades, estão listadas abaixo os 7 maiores problemas de adoção de novas tecnologias:

1. As novas soluções têm preço elevado (23,5%)

2. Faltam habilidades e conhecimento adequado aos funcionários (18,4%)

3. A direção da empresa não tem cultura digital (17,4%)

4. São muitas soluções, existe um software para cada assunto (15%)

5. Falta de tempo para dedicar à implantação (13,2%)

6. As novas soluções são muito difíceis de implantar (6,5%)

7. É muito difícil adequar os processos atuais (6%)

Ainda de acordo com a pesquisa, cerca de 13% das empresas já se consideram digitalizadas, utilizando os meios digitais em todos os seus processos. Para elas, entre os benefícios estão:

Entre as ferramentas citadas por 13% dos entrevistados, o BIM é a solução mais utilizada, alcançando 58% dessas empresas, seguido por drones com 9%, empatado com a Realidade Aumentada.

Já as empresas que pretendem aderir a processos de construção digital nos próximos 3 anos, a maior parte, cerca de 28%, pretendem começar pelos projetos, seguido por planejamento com 21% e administração com 18%.

O objetivo de quem deseja implementar as novas soluções são o aumento de produtividade (26%), automatização dos processos (22%) e redução de custos (21%).

Confira a íntegra da pesquisa clicando aqui.

https://www.aecweb.com.br/infografico/pesquisa-transformacao-digital.html?utm_source=sales_force&utm_medium=email&utm_term=&utm_content=&utm_campaign=pesquisa_aecweb

E você? Acredita que a construção digital é o ponto chave para a modernização, aumento de produtividade e consequentemente da qualidade das obras em nosso país? Comente abaixo.

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Biblioteca BIM para Blocos de Concreto

Associações brasileiras lançam em conjunto a primeira biblioteca BIM nacional para sistemas de alvenaria estrutural.

Um trabalho conjunto entre a Associação Brasileira de Cimento Portland, SENAI e a Associação Brasileira de Indústria de Blocos de Concreto permitiu a criação da primeira biblioteca nacional de blocos de concreto especificamente para as plataformas em BIM.

O trabalho, iniciado em setembro de 2019, foi inaugurado em maio deste ano, possuindo várias interfaces para as etapas de planejamento, projeto e construção de empreendimentos que utilizam o bloco de concreto como sistema construtivo, sendo esta adequada à ABNT NBR 6136 de 2016 (Blocos vazados de concreto para alvenaria – requisitos).

Dentro da biblioteca estão todas as famílias de blocos de concreto de vedação e estrutural fornecidos pelas indústrias brasileiras. Esse trabalho garante critérios de segurança, confiabilidade e qualidade aos projetistas, construtores, arquitetos e engenheiros calculistas, dando agilidade a todo o processo construtivo.

Esse é um marco para a área da construção no Brasil, sendo o primeiro case de uma biblioteca completa sobre um produto específico deste setor. Além da inovação alinhada a metodologia BIM, os benefícios incluem a redução dos custos da obra e maior controle e qualidade sobre o serviço prestado.

O exemplo disponível na biblioteca BIM é do tipo residencial multifamiliar de 4 pavimentos tipo e 4 unidades por andar, com aproximadamente 43m². Esse trabalho abrange 3 desafios para a popularização da metodologia a nível nacional, sendo a disponibilidade de bibliotecas, profissionais especializados na tecnologia e a normatização.

Além de todas as vantagens apresentadas, a BlocoBrasil disponibiliza o download gratuito do manual para operar a biblioteca BIM para blocos de concreto, incluindo as informações parametrizadas para o cruzamento de informações importantes de projeto.

Link da Biblioteca: http://www.blocobrasil.com.br/site/2020/05/20/biblioteca-bim-blocos-de-concreto/

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Conheça os novos desafios para o Engenheiro Civil

O ramo da construção civil é multidisciplinar, exigindo conhecimentos mais abrangentes, o que não é novidade para ninguém, mas evoluções exigem adaptações e transformações. 

Com a pandemia de COVID-19, estamos presenciando um momento único no setor da construção, empresas antes “analógicas”, na era CAD estão migrando cada vez mais para a Engenharia Digital, estando mais conectadas e tecnológicas, seja através do BIM, Realidade Virtual, Internet das coisas entre outros.

Novos desafios estão surgindo, como a implantação do BIM pelo decreto BIM 2020, seja por necessidade de maior produtividade e qualidade pelas construtoras. 

Atualmente, 8 segmentos passaram a cobrar maiores conhecimentos do Engenheiro Civil, são eles os materiais de construção, cálculo estrutural, custos e orçamento, geotecnia, gestão de projetos, meio ambiente, segurança do trabalho e infraestrutura.

Para profissionais que tenham interesse na área de materiais de construção, a pesquisa será fundamental para o trabalho de excelência, seja em laboratórios de empresas privadas ou no universo acadêmico. 

Já para o setor de cálculo estrutural e para a parte de custos e orçamentos, a precisão será fundamental, haja visto que hoje existem ferramentas que facilitam muito o trabalho e a garantia de qualidade do serviço.

Um ramo promissor, principalmente devido as obras no setor agropecuário, como silos e galpões está a geotecnia, pois requer a aplicação de métodos científicos para entender o comportamento do solo e capacidade de carga em relação as construções.

Outro setor que está com o mercado muito aquecido, devido à escassez de profissionais atualizados e certificados está nos projetos arquitetônicos, estruturais e complementares alinhados a nova NBR 15575 de desempenho de edificações e também pelo uso do BIM com o decreto BIM 2020.

Hoje é praticamente impossível fazer uma gestão completa de projetos sem o auxílio de softwares, ferramentas estas que estão dominando cada vez mais o setor.

Um grande exemplo disso e já citado anteriormente é o uso da metodologia BIM por setores governamentais em licitações e uso interno, a partir do dia 1º de janeiro de 2021, que será adotado em 3 fases, sendo a primeira já no próximo ano nas obras de infraestrutura com recursos federais. 

Já em 2024 o decreto valerá para todos os projetos e gestão de obras como cliente o governo federal. Por fim, em 2028, a tecnologia será obrigatória para o gerenciamento e manutenção de obras já construídas.

Mas mantenha a calma, pois mesmo com todas estas transformações, dois pontos ainda se manterão “tradicionais” e fundamentais para o bom desempenho de qualquer empreendimento, sendo eles a área ambiental e de relações humanas.

No setor ambiental, precisamos salientar que o Brasil ainda é o quinto lugar no ranking mundial de construções sustentáveis, demandando mais profissionais para a gestão ambiental da obra, dos resíduos e do estudo de impactos ambientais do empreendimento.

Já nas relações humanas, o profissional está diretamente relacionado ao canteiro de obras, seja para o controle, seja para a coordenação de pessoas, resolução de conflitos, delegação de responsabilidades e trabalho em equipe. Além disso, o canteiro também exige profissionais especializados em Segurança do Trabalho para a fiscalização e mitigação de acidentes dentro da obra.