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Métodos construtivos e paisagens vão mudar no pós pandemia

Profissionais da construção civil enxergam grandes mudanças no urbanismo e na mobilidade urbana após o período de pandemia do Coronavírus chegar ao fim. Segundo estes, é grande a tendência que metrópoles passarão a ter múltiplos centros comerciais, menores e mais espalhados, a fim de evitar grandes deslocamentos, aglomeração no transporte público e congestionamentos frequentes.

Outra tendência de mudança está relacionada com a valorização de espaços públicos a céu aberto que tendem a aglomerar muitas pessoas, como exemplo shoppings centers e estádios. Em um futuro breve, será comum espaços com shoppings de rua e outros estabelecimentos integrados ao espaço aberto.

A COVID-19 mostrou como devemos mudar nossos hábitos em relação a ambientes coletivos, sendo necessário investimentos, projetos e estudos para que novas construções possam se adaptar à nova realidade global.

Antiga área industrial revitalizada

Novas estruturas comerciais podem nascer no lugar de áreas industriais desativadas

O uso de áreas industriais desativadas (brownfields) para a concepção e implantação de investimentos mobiliários como parques, centros comerciais e edifícios residenciais, além de auxiliar na descentralização das cidades, contribui com a sustentabilidade, a partir da descontaminação do local e reintegrando-o ao ambiente urbano em um cenário pós pandemia.

Pensando na sustentabilidade e como recursos são finitos, num cenário após o Covid-19, a tendência é que construções com certificações ambientais, levando em conta o ciclo de vida dos materiais, eficiência energética e impactos no ambiente inserido estarão em alta.

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Como ficará o Minha Casa Minha Vida após a pandemia?

Analistas do setor da construção indicam que a habitação de interesse social sairá fortalecida após o fim da pandemia, sofrendo alteração no público alvo do programa.

O MCMV tem se mostrado muito eficiente concedendo financiamentos para as faixas 2 e 3 de classificação de renda, mas deverá se voltar às faixas 1 e 1,5 em breve (renda familiar entre R$1,8mil a R$2,6 mil). Esta análise conta com a concordância do presidente da Comissão de Habitação de Interesse Social da CBIC, Carlos Passos.

Após a crise, o mercado sairá mais pobre e menor, impulsionando quem trabalha com habitação de interesse social, pois a constatação é que a infraestrutura de moradia básica protege de doenças e epidemias, como a Dengue, Zika, Diarréia e Chikungunya. Essa busca por investimentos que caibam no bolso das pessoas irá requerer investimentos em tecnologia e industrialização.

Um dos pontos na modernização da construção civil será a exigência em baratear o processo de venda, atualmente muito caro e burocrático devido a grande quantidade de taxas, alvarás, assinaturas e reconhecimentos de firma. Todo esse processo deverá ser resumido com assinaturas eletrônicas, soluções rápidas, práticas e na teoria, menos onerosas.

Segundo Passos, a CBIC sugeriu a criação de um programa exclusivo para habitações de interesse social. Separados dos demais financiamentos imobiliários, o programa objetivará a construção de moradias dignas à população, em condições de pagamento que se encaixem na realidade das faixas 1 e 1,5. Há indícios que a estão Rogério Marinho poderá atender essa reivindicação por dois motivos: a urgência em retirar a população de baixa renda das áreas de risco e estimular o crescimento da construção civil, locomotiva da economia brasileira.

Mas enquanto a pandemia não chegar ao fim, seguem as mesmas regras estabelecidas em 2009 para o programa, mas espera-se que em um futuro próximo, a reforma do programa traga planos bem diferentes para o sistema de financiamento imobiliário do governo federal.

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Coronavírus está influenciando a modernização da construção civil

Antes mesmo do Coronavírus desembarcar em terras tupiniquins, o setor da construção civil já apresentava tímidos avanços na implantação de soluções tecnológicas no canteiro de obras, seja através do uso de sensores RFID, Drones, Câmeras, BIM ou Internet das Coisas, mas com o Covid-19, este processo tende a acelerar.

Podemos notar muito bem o avanço que o canteiro teve ao longo de anos, hoje, se faltar energia elétrica na obra, se torna impossível executar a maioria dos trabalhos, pois a dependência de ferramentas elétricas e eletrônicas se tornou fundamental na produção.

A pós pandemia, além da modernização tecnológica no setor da informática, trará grandes mudanças na industrialização das edificações, assim como é hoje na Europa ou nos Estados Unidos. Tudo o que puder ser feito fora do canteiro, com o menor envolvimento de pessoas, seja pelos novos hábitos de distanciamento, seja pelos riscos de segurança que o canteiro apresenta, serão bem vindos.

A grande prioridade do setor para esta década é conseguir da esfera federal, políticas e incentivos tributários para acelerar a industrialização do canteiro de obras. A tendência é transformar as construtoras em montadoras de sistemas que sejam entregues prontos no local da obra, como se fosse um lego gigante.

A modernização não trará desemprego, apenas mudará o perfil do profissional

Nós não precisamos “reinventar a roda”, mas apenas importar e desenvolver nacionalmente as principais tecnologias empregadas em canteiros modernos mundo a fora, exemplo o steel frame, wood frame, fôrmas-estruturas (como ICF), sistemas sustentáveis (como o PassivHaus), entre diversos outros exemplos.

Essas tecnologias não irão gerar o desemprego no setor da construção 4.0, mas sim alterar o perfil de quem trabalha nele, ampliando o leque de possibilidades para novos profissionais e também àqueles que desejaram se adaptar as tendências. Entre os grandes benefícios, temos a segurança e saúde dos colaboradores no canteiro, como também a velocidade do processo produtivo.

Novos desafios já estavam surgindo das demandas de um mundo cada vez mais rápido, exigente e com recursos finitos, mas a pandemia de 2020 chegou para acelerar ainda mais este processo de inovação tecnológica.

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Apenas ações interligadas farão a construção civil retomar o crescimento

Segundo dados conjuntos do CBIC¹, Abrainc², Abramat³, Anamaco4 e AFEAL5, 77% das empresas da construção civil estão operando normalmente. Este mesmo estudo indica que 55% dessas empresas estão preparadas retomar as atividades e 42% farão investimentos ainda em 2020, mesmo com a crise ocasionada pela pandemia de Coronavírus.

Empreender em um país como o Brasil, em que vivenciamos uma crise sobreposta a outra acaba sendo difícil para todos, mas existe o lado da oportunidade (que alguns empresários já estão enxergando em tempos de Covid-19). A construção civil é o setor que puxa a economia brasileira, se ela entra em crise, todos os setores entram em seguida.

Segundo Luiz Antônio França, presidente da Abrainc, estímulos à construção civil é que poderão puxar o PIB do Brasil. “Somos nós que temos condições de impulsionar a retomada”, diz.

O setor da construção estava apresentando tímidos indícios de retomada e recuperação, que não tinham como variável a crise ocasionada pelo Coronavírus, mas agora é preciso planejar a “retomada da retomada”, buscando novas formas de superar desafios e se adaptar as novas tendências em um mundo pós pandemia.

Para Waldir Abreu, presidente da Anamaco, o setor varejista da construção civil está se modernizando. “Nossa grande vantagem é que em nenhum momento as lojas pararam, porque o setor foi visto como uma atividade essencial. Estão todas ou abertas ou operacionais para dar conta dos atendimentos emergenciais”, diz.

Venda de material de construção cresceu em abril, na comparação com março

Visando a retomada do recente crescimento, as entidades de classe elaboraram um plano estratégico com três pilares:

– Seleção e envio de informações qualificadas aos associados e membros

– Interação constante com as esferas governamentais (federal, estadual e municipal)

– Compartilhamento interno de informações sobre melhores práticas entre seus membros e entidades externas.

Já o plano de ação engloba reuniões semanais com o comitê de crise, divulgação de dados em sessão específica nos sites das entidades e participação em comitês governamentais e não-governamentais. Através de algumas dessas ações, as entidades conseguiram englobar o setor de materiais de construção e a construção civil como atividades essenciais e que logo, não poderiam parar por decretos durante a pandemia.