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Interior concentra as Cidades Inteligentes do Brasil

Segundo o Ranking Connected Smart Cities, os indicadores considerados são a qualidade de vida, oportunidades e planejamento.

Com a publicação, em maio de 2019, da nova ISO 37122 sobre os Indicadores para serviços municipais e qualidade de vida nas cidades (Sustainable cities and communities), o mapa das cidades inteligentes do Brasil mudou drasticamente.

O que antes era um privilégio das principais capitais do país, como São Paulo e Curitiba, os novos indicadores mostram que os melhores lugares com qualidade de vida, oportunidade e planejamento estão mesmo é no interior. Para você ter uma noção do novo panorama, a cidade de Campinas, em São Paulo, ganhou o título de cidade mais inteligente no ano de 2019 do Ranking Connected Smart Cities.

Campinas superou São Paulo-SP e Curitiba-PR, que ocupam respectivamente a segunda e terceira colocação no ranking, e que disputavam o acirrado podium nas edições anteriores. Em particular, a cidade líder é a maior cidade do interior de São Paulo e do Brasil, destacando-se no grande polo universitário, tecnológico e de inovação.

Além disso, o município também conta com uma forte indústria com apelo logístico e de distribuição. Com uma população de 1,2 milhão de habitantes, a cidade supera muitas capitais brasileiras, protagonizando os indicadores de economia, tecnologia e inovação, empreendedorismo, acessibilidade, governança e mobilidade.

Cidade de Campinas-SP

Os principais dados levados em consideração para a elaboração do Ranking Connected Smart Cities estão ligados ao Urbanismo, Meio Ambiente, Saúde, Educação e Segurança. A ISO 37122 aumentou a competitividade entre as capitais e as cidades do interior, considerando 80 indicadores organizados em 18 pilares:

Economia, Educação, Energia, Meio ambiente e Mudanças Climáticas, Finanças, Governança, Saúde, Habitação, População e condições sociais, Recreação, Segurança, Resíduos sólidos, Esporte e Cultura, Telecomunicação, Transportes, Agricultura urbana/local e segurança alimentar, Planejamento urbano, Águas residuais e Água.

Entre as 100 melhores cidades do Brasil, dezenove estão na região Sul.

Entre as cidades, temos Florianópolis-SC (7ª), Blumenau-SC (9º), Joinville-SC (15º), Itajaí-SC (16º), Porto Alegre-RS (20º), Maringá-PR (26º), Londrina-PR (33º), Pato Branco-PR (37º), Jaraguá do Sul-SC (41º), Foz do Iguaçu (53º), Cascavel-PR (63º), Caxias do Sul-RS (70º), Chapecó-SC (75º), Toledo-PR (81º), Umuarama-PR (88º), Erechim-RS (94º) e Tubarão-SC (96º).

Apesar de Campinas, com grande porte populacional, ter sido a primeira colocada nos setores de economia e tecnologia e inovação, foi a segunda em empreendedorismo, terceira em governança e quarta colocada em mobilidade e acessibilidade.

Devido a maior abrangência dos indicadores deste Ranking, das 100 cidades mais inteligentes, 15 delas possuem menos de 100 mil habitantes. Jaguariuna, localizada a 30km de Campinas foi considerada a cidade mais inteligente do país na faixa populacional de 50 mil a 100 mil habitantes.

Na faixa populacional das cidades entre 100 mil e 500 mil habitantes, São Caetano do Sul, localizada a 20km da capital São Paulo, foi considerada a cidade mais inteligente, destacando-se como líder no setor de educação.

Na alçada do urbanismo, Curitiba destaca-se como a líder, já Santos-SP (litoral de São Paulo) destacou-se no meio ambiente, enquanto Vitória-ES em saúde e Balneário Camboriú-SC em segurança.

Infelizmente, contrastando esse cenário positivo e futurista, 10 estados brasileiros não possuem cidades na lista. Na região Norte, apenas Palmas-TO entra na lista, enquanto o Nordeste é representado por Recife-PE, Salvador-BA, Natal-RN, Fortaleza-CE e Teresina-PI.

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Artigos BIM

Por que o BIM será fundamental para Cidades Inteligentes?

BIM para cidades inteligentes – isso não é mais uma opção, mas uma necessidade. Em qualquer projeto de infraestrutura, várias equipes trabalham juntas. Uma equipe cuida do planejamento, outra cuida do projeto, outra faz a construção e outra cuida da manutenção. Em tais cenários, a relevância do BIM está aumentando.

A vantagem mais importante do BIM é que facilita a colaboração e o gerenciamento de informações e comunicação entre as equipes envolvidas em um projeto de construção. No processo tradicional de funcionamento, parte do conhecimento do ativo é perdido toda vez que uma equipe entrega o projeto para outro. Isso leva ao desperdício em termos de receita também.

O BIM supera essas deficiências abraçando a mobilidade da informação e fazendo com que todos usem o mesmo conjunto de padrões e processos. Como resultado, o conhecimento de ativos aumenta consistentemente ao longo do ciclo de vida do projeto. A implementação do BIM permite que os arquitetos façam escolhas de design informadas, e os construtores minimizam o desperdício e concluem seus projetos no prazo, economizando nas despesas incorridas devido a atrasos evitáveis.

Com o BIM, uma cidade nunca é vista isoladamente. Um edifício está sempre integrado a outras infraestruturas, como o sistema de transportes, serviços públicos, etc. Esta é uma tarefa difícil de alcançar, mas essa é a beleza do BIM. Projetos que implementam o BIM abrem portas para a colaboração e um fluxo livre de informações padronizadas entre disciplinas.

Modelagem 3D e BIM para cidades inteligentes

O software 3D permite que os construtores até modelem a infraestrutura a ser construída no subsolo. Ao construir uma cidade, os trabalhadores podem saber o quão profundo é cavar para não colidir com um cabo de fibra ótica ou um cano de gás ou uma linha de esgoto. Os projetistas de drenagem, pavimentação e pontes podem trabalhar com o mesmo modelo imersivo. Como tudo isso é georreferenciado, a representação geográfica verdadeira é um bônus.

Uma série de soluções habilitadas para BIM e GIS estão disponíveis para cidades inteligentes, incluindo MicroStation, ProjectWise e AssetWise. Em termos de edifícios, os recursos 3D GIS do Bentley Map e Descartes permitem que as empresas projetem, modelem, editem e analisem sólidos 3D. Até mesmo análises para linha de visão, sombras, iluminação, estudos de horizonte, também são possíveis. Modelos inteligentes permitem decisões mais informadas que impactam a longevidade e o desempenho da estrutura.

Adoção do BIM

Com o Reino Unido determinando a implementação do BIM Nível 2 em todos os projetos do governo, os governos de todo o mundo estão levando a sério o BIM. Na Europa, países como França, Espanha e Alemanha aceleraram a adoção de padrões BIM. Cingapura publicou um roteiro para o BIM. E assim como o Reino Unido, a Nova Zelândia também mandatou o BIM para grandes projetos de infraestrutura. A adoção do BIM também está ganhando força na Índia por causa do projeto ‘ 100 Cidades Inteligentes ‘ do governo. No entanto, os países nórdicos da Noruega, Dinamarca, Suécia e Finlândia são pioneiros neste campo porque adotaram o BIM já em 2005.

Na era da IoT e do Big Data, levar o BIM ao planejamento e gerenciamento da cidade parece ser o próximo passo lógico. Uma vez adotadas, as oportunidades no BIM são ilimitadas.

Artigo traduzido (link original)