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Como ficará o Minha Casa Minha Vida após a pandemia?

Analistas do setor da construção indicam que a habitação de interesse social sairá fortalecida após o fim da pandemia, sofrendo alteração no público alvo do programa.

O MCMV tem se mostrado muito eficiente concedendo financiamentos para as faixas 2 e 3 de classificação de renda, mas deverá se voltar às faixas 1 e 1,5 em breve (renda familiar entre R$1,8mil a R$2,6 mil). Esta análise conta com a concordância do presidente da Comissão de Habitação de Interesse Social da CBIC, Carlos Passos.

Após a crise, o mercado sairá mais pobre e menor, impulsionando quem trabalha com habitação de interesse social, pois a constatação é que a infraestrutura de moradia básica protege de doenças e epidemias, como a Dengue, Zika, Diarréia e Chikungunya. Essa busca por investimentos que caibam no bolso das pessoas irá requerer investimentos em tecnologia e industrialização.

Um dos pontos na modernização da construção civil será a exigência em baratear o processo de venda, atualmente muito caro e burocrático devido a grande quantidade de taxas, alvarás, assinaturas e reconhecimentos de firma. Todo esse processo deverá ser resumido com assinaturas eletrônicas, soluções rápidas, práticas e na teoria, menos onerosas.

Segundo Passos, a CBIC sugeriu a criação de um programa exclusivo para habitações de interesse social. Separados dos demais financiamentos imobiliários, o programa objetivará a construção de moradias dignas à população, em condições de pagamento que se encaixem na realidade das faixas 1 e 1,5. Há indícios que a estão Rogério Marinho poderá atender essa reivindicação por dois motivos: a urgência em retirar a população de baixa renda das áreas de risco e estimular o crescimento da construção civil, locomotiva da economia brasileira.

Mas enquanto a pandemia não chegar ao fim, seguem as mesmas regras estabelecidas em 2009 para o programa, mas espera-se que em um futuro próximo, a reforma do programa traga planos bem diferentes para o sistema de financiamento imobiliário do governo federal.

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Apenas ações interligadas farão a construção civil retomar o crescimento

Segundo dados conjuntos do CBIC¹, Abrainc², Abramat³, Anamaco4 e AFEAL5, 77% das empresas da construção civil estão operando normalmente. Este mesmo estudo indica que 55% dessas empresas estão preparadas retomar as atividades e 42% farão investimentos ainda em 2020, mesmo com a crise ocasionada pela pandemia de Coronavírus.

Empreender em um país como o Brasil, em que vivenciamos uma crise sobreposta a outra acaba sendo difícil para todos, mas existe o lado da oportunidade (que alguns empresários já estão enxergando em tempos de Covid-19). A construção civil é o setor que puxa a economia brasileira, se ela entra em crise, todos os setores entram em seguida.

Segundo Luiz Antônio França, presidente da Abrainc, estímulos à construção civil é que poderão puxar o PIB do Brasil. “Somos nós que temos condições de impulsionar a retomada”, diz.

O setor da construção estava apresentando tímidos indícios de retomada e recuperação, que não tinham como variável a crise ocasionada pelo Coronavírus, mas agora é preciso planejar a “retomada da retomada”, buscando novas formas de superar desafios e se adaptar as novas tendências em um mundo pós pandemia.

Para Waldir Abreu, presidente da Anamaco, o setor varejista da construção civil está se modernizando. “Nossa grande vantagem é que em nenhum momento as lojas pararam, porque o setor foi visto como uma atividade essencial. Estão todas ou abertas ou operacionais para dar conta dos atendimentos emergenciais”, diz.

Venda de material de construção cresceu em abril, na comparação com março

Visando a retomada do recente crescimento, as entidades de classe elaboraram um plano estratégico com três pilares:

– Seleção e envio de informações qualificadas aos associados e membros

– Interação constante com as esferas governamentais (federal, estadual e municipal)

– Compartilhamento interno de informações sobre melhores práticas entre seus membros e entidades externas.

Já o plano de ação engloba reuniões semanais com o comitê de crise, divulgação de dados em sessão específica nos sites das entidades e participação em comitês governamentais e não-governamentais. Através de algumas dessas ações, as entidades conseguiram englobar o setor de materiais de construção e a construção civil como atividades essenciais e que logo, não poderiam parar por decretos durante a pandemia.

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São Paulo volta a receber arranhas-céus

A maior capital da América Latina ficou 4 décadas sem a construção de prédios com mais de 100 metros de altura.

Com o histórico de grandes tragédias em edifícios, a capital do Estado de São Paulo ficou profundamente marcada quando o assunto é sobre empreendimentos de grande porte. Entre os acidentes, temos os incêndios nos edifícios Andraus em 1972 e Joelma, dois anos depois.

Esses eventos inibiram a construção de edifícios altos, com mais de 100 metros ou 30 pavimentos em São Paulo por quase 4 décadas. Mas com a urbanização desenfreada e a escassez de terrenos, aliada a necessidade de novos empreendimentos na capital paulistana, o território voltou ao radar de projetos de grandes arranha-céus

Em 2019, vários planos para grandes construções foram reativados, principalmente nos bairros das regiões Sul e Leste da cidade. Agora em 2020 a expectativa é que outros projetos de grande porte ganhem estímulo e saiam do papel.

Segundo dados do Secovi-SP, no ano passado, 36 mil unidades habitacionais começaram a ser construídas na capital, sendo o maior número desde 2004. Um detalhe que impressiona: a maior parte das edificações terá mais de 100 metros de altura após concluídas, entre elas, temos o Figueira Altos, com 170 metros de altura e 52 pavimentos a ser entregue em 2021.

Quando finalizado, o Figueira Altos se tornará o edifício residencial mais alto da cidade de São Paulo, sendo equivalente ao centro comercial Palácio W. Zarzur, conhecido como Mirante do Vale.

Infelizmente ainda são necessárias legislações urbanísticas que se adaptem às tendências de crescimento vertical na cidade de São Paulo, baseadas em critérios técnicos bem fundamentados.

Edifício Figueira Altos do Tatuapé

Região nos entornos da Radial Leste concentrará novos edifícios

Enquanto o município de São Paulo não se adapta aos anseios do mercado imobiliário e as demandas empresariais visando o crescimento da cidade, haja visto que a capital possui recursos financeiros, técnicos e empresariais para suprir esta demanda, as construtoras têm recorrido a projetos antigos já aprovados na prefeitura paulistana.

Como exemplo, o próprio Figueira Altos é um projeto de 2013, aprovado antes da efetivação do plano-diretor da capital (em 2014), o que possibilitou sua construção.

Outro empreendimento, desta vez para superar o Mirante do Vale como maior edifício comercial de São Paulo, o Platina 220 está localizado em uma área especial da capital, o Eixo-Platina, uma faixa paralela à Radial Leste, onde são autorizadas as construções de edifícios de grande porte. Este empreendimento contará com 46 andares e mais de 170 metros de altura, abrigando salas corporativas, hotel, cinemas e teatro, com previsão para ser entregue em 2022 ao custo de quase 2 bilhões de reais.

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5 Documentários que todo Engenheiro Civil deveria assistir na Netflix

Em tempos de Corona Vírus (COVID-19), a quarentena é fundamental para que este vírus seja contido e vidas sejam preservadas, para que em breve possamos ter dias melhores e aos poucos, retomar nossas vidas. E pensando em te ajudar durante este período, indicamos 5 documentários que todo Engenheiro Civil deveria assistir na Netflix durante este período.

Grand Designs

O documentário relata obras impressionantes realizadas ao redor do mundo, mostrando os desafios da execução e os desafios na concepção de projeto. Kevin McCloud, designer e escritor é quem apresenta o documentário e acompanha todos os projetos do zero.

Secrets of Great British Castles

Contando com duas temporadas, o documentário (ou seria uma série?) explora as construções antigas do reino unido. Dan Jones, historiador britânico, é quem apresenta todos os episódios da série, passando pelos castelos mais surpreendentes da ilha da rainha, explorando e exibindo cada segredo dessas magníficas construções que datam séculos de existência.

Tales of Irish Castles

Essa série possui apenas uma temporada, mas apresenta uma narrativa impressionante de fortes e luxuosas construções do século 20 em toda a história política, econômica e de conflitos irlandeses, sendo apresentada por Simon Delaney e participação de historiadores, moradores e arqueólogos.

Print the Legend

Uma corrida pelo domínio da impressão 3D requer garra e coragem para inovar, através dela já conseguimos produzir dos bens de consumo aos materiais de construção que são apenas montados no canteiro de obras. O documentário mostra as impressionantes capacidades dessa nova tecnologia e os desafios do mercado.

Catching the Sun

A corrida energética por fontes renováveis já é uma realidade, e o documentário aborda as novidades e desafios na indústria da energia solar, explorando o impacto econômico e social desta nova tecnologia, uma série com grande potencial de gerar insights sobre o ciclo econômico da construção civil.

E aí, você tem alguma sugestão? Deixe aqui nos comentários e vamos aumentar essa lista!