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87% das empresas de construção não usam novas tecnologias

Mesmo com o decreto BIM 2020 e popularização das tecnologias como impressão 3D, Internet das Coisas, Realidade Aumentada ao redor do mundo e em rodas de conversa, a realidade nos canteiros de obra pelo país ainda está muito distante da modernidade.

Segundo pesquisa feita pelo portal AECweb, 87% das construtoras e escritórios de engenharia e arquitetura não usam ou aplicam minimamente os processos e tecnologias de construção digital disponíveis atualmente.

Para se ter ideia, 32% dos entrevistados utilizam apenas o e-mail e whatsapp como ferramentas tecnológicas no gerenciamento de projetos e obras. Em compensação, a pandemia está forçando as empresas a buscar soluções que estejam alinhadas com a modernidade que nosso setor necessita, mesmo que essa adaptação não venha da noite para o dia, já que são necessários treinamentos e equipamentos que podem demandar horas e investimento até se tornarem aplicáveis na realidade do construtor ou projetista.

Entre as dificuldades, estão listadas abaixo os 7 maiores problemas de adoção de novas tecnologias:

1. As novas soluções têm preço elevado (23,5%)

2. Faltam habilidades e conhecimento adequado aos funcionários (18,4%)

3. A direção da empresa não tem cultura digital (17,4%)

4. São muitas soluções, existe um software para cada assunto (15%)

5. Falta de tempo para dedicar à implantação (13,2%)

6. As novas soluções são muito difíceis de implantar (6,5%)

7. É muito difícil adequar os processos atuais (6%)

Ainda de acordo com a pesquisa, cerca de 13% das empresas já se consideram digitalizadas, utilizando os meios digitais em todos os seus processos. Para elas, entre os benefícios estão:

Entre as ferramentas citadas por 13% dos entrevistados, o BIM é a solução mais utilizada, alcançando 58% dessas empresas, seguido por drones com 9%, empatado com a Realidade Aumentada.

Já as empresas que pretendem aderir a processos de construção digital nos próximos 3 anos, a maior parte, cerca de 28%, pretendem começar pelos projetos, seguido por planejamento com 21% e administração com 18%.

O objetivo de quem deseja implementar as novas soluções são o aumento de produtividade (26%), automatização dos processos (22%) e redução de custos (21%).

Confira a íntegra da pesquisa clicando aqui.

https://www.aecweb.com.br/infografico/pesquisa-transformacao-digital.html?utm_source=sales_force&utm_medium=email&utm_term=&utm_content=&utm_campaign=pesquisa_aecweb

E você? Acredita que a construção digital é o ponto chave para a modernização, aumento de produtividade e consequentemente da qualidade das obras em nosso país? Comente abaixo.

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Métodos construtivos e paisagens vão mudar no pós pandemia

Profissionais da construção civil enxergam grandes mudanças no urbanismo e na mobilidade urbana após o período de pandemia do Coronavírus chegar ao fim. Segundo estes, é grande a tendência que metrópoles passarão a ter múltiplos centros comerciais, menores e mais espalhados, a fim de evitar grandes deslocamentos, aglomeração no transporte público e congestionamentos frequentes.

Outra tendência de mudança está relacionada com a valorização de espaços públicos a céu aberto que tendem a aglomerar muitas pessoas, como exemplo shoppings centers e estádios. Em um futuro breve, será comum espaços com shoppings de rua e outros estabelecimentos integrados ao espaço aberto.

A COVID-19 mostrou como devemos mudar nossos hábitos em relação a ambientes coletivos, sendo necessário investimentos, projetos e estudos para que novas construções possam se adaptar à nova realidade global.

Antiga área industrial revitalizada

Novas estruturas comerciais podem nascer no lugar de áreas industriais desativadas

O uso de áreas industriais desativadas (brownfields) para a concepção e implantação de investimentos mobiliários como parques, centros comerciais e edifícios residenciais, além de auxiliar na descentralização das cidades, contribui com a sustentabilidade, a partir da descontaminação do local e reintegrando-o ao ambiente urbano em um cenário pós pandemia.

Pensando na sustentabilidade e como recursos são finitos, num cenário após o Covid-19, a tendência é que construções com certificações ambientais, levando em conta o ciclo de vida dos materiais, eficiência energética e impactos no ambiente inserido estarão em alta.

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Coronavírus está influenciando a modernização da construção civil

Antes mesmo do Coronavírus desembarcar em terras tupiniquins, o setor da construção civil já apresentava tímidos avanços na implantação de soluções tecnológicas no canteiro de obras, seja através do uso de sensores RFID, Drones, Câmeras, BIM ou Internet das Coisas, mas com o Covid-19, este processo tende a acelerar.

Podemos notar muito bem o avanço que o canteiro teve ao longo de anos, hoje, se faltar energia elétrica na obra, se torna impossível executar a maioria dos trabalhos, pois a dependência de ferramentas elétricas e eletrônicas se tornou fundamental na produção.

A pós pandemia, além da modernização tecnológica no setor da informática, trará grandes mudanças na industrialização das edificações, assim como é hoje na Europa ou nos Estados Unidos. Tudo o que puder ser feito fora do canteiro, com o menor envolvimento de pessoas, seja pelos novos hábitos de distanciamento, seja pelos riscos de segurança que o canteiro apresenta, serão bem vindos.

A grande prioridade do setor para esta década é conseguir da esfera federal, políticas e incentivos tributários para acelerar a industrialização do canteiro de obras. A tendência é transformar as construtoras em montadoras de sistemas que sejam entregues prontos no local da obra, como se fosse um lego gigante.

A modernização não trará desemprego, apenas mudará o perfil do profissional

Nós não precisamos “reinventar a roda”, mas apenas importar e desenvolver nacionalmente as principais tecnologias empregadas em canteiros modernos mundo a fora, exemplo o steel frame, wood frame, fôrmas-estruturas (como ICF), sistemas sustentáveis (como o PassivHaus), entre diversos outros exemplos.

Essas tecnologias não irão gerar o desemprego no setor da construção 4.0, mas sim alterar o perfil de quem trabalha nele, ampliando o leque de possibilidades para novos profissionais e também àqueles que desejaram se adaptar as tendências. Entre os grandes benefícios, temos a segurança e saúde dos colaboradores no canteiro, como também a velocidade do processo produtivo.

Novos desafios já estavam surgindo das demandas de um mundo cada vez mais rápido, exigente e com recursos finitos, mas a pandemia de 2020 chegou para acelerar ainda mais este processo de inovação tecnológica.

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China constrói dois hospitais em pouco mais de uma semana

Os trabalhadores corriam o tempo todo para construir instalações para enfrentar o surto de coronavírus.

As autoridades chinesas anunciaram que estavam construindo dois hospitais para combater o surto de coronavírus. Apenas 10 dias depois, o primeiro foi concluído – e o segundo estava apenas alguns dias atrasado.

Os hospitais – o Hospital Huoshenshan, com 1.000 leitos, em Wuhan, no centro do surto de vírus, e o Hospital Leishenshan, com 1.600 leitos, na vizinha província de Hubei – foram construídos para ajudar médicos a lidar com a crescente crise de saúde.

Os hospitais consistem em módulos pré-fabricados feitos de painéis isolados interligados. Cada unidade tem cerca de 9,0m² – grande o suficiente para acomodar duas camas e equipamentos de apoio médico. Além disso, as unidades são despressurizadas para que o ar seja aspirado para as salas. Essa é uma prática comum usada para impedir que organismos transportados pelo ar escapem da sala.

As unidades estão em pilares para mantê-las fora do solo – para evitar a poluição do solo e acomodar oleodutos. A fundação em si consiste em concreto; sob essa superfície, há camadas alternadas de geotêxteis, feitas de tecido sintético e mantas à prova d’água.

Em 24 de janeiro de 2020, um batalhão de trabalhadores, caminhões e escavadeiras começaram a correr para limpar e nivelar o terreno no local de 80.000m² de Huoshenshan. Dias depois, as fundações foram lançadas e os trabalhadores começaram a montar os quadros das unidades e a construir o hospital de campanha.

Funcionários, incluindo 1.400 trabalhadores médicos militares, chegaram para montar e testar dispositivos médicos e preparar a instalação para a admissão de pacientes. E em 4 de fevereiro, o hospital admitiu seus primeiros 50 pacientes – mesmo quando a construção da instalação ainda estava sendo concluída.

Foram necessários 7.000 trabalhadores da construção e 1.000 máquinas de construção trabalhando 24 horas por dia para construir a instalação. As precauções de segurança no local de trabalho foram aumentadas durante a construção – os trabalhadores tinham que se submeter regularmente a verificações de temperatura e outras medidas para detectar qualquer infecção por coronavírus.

Essa vigilância continua agora que a construção foi concluída. As salas acabadas possuem armários de dupla face com sistemas de desinfecção por ultravioleta que permitem que a equipe do hospital entregue suprimentos sem ter que entrar nas salas ocupadas e sistemas de ventilação que colocam os pacientes em quarentena.

O hospital também usa scanners de infravermelho que podem detectar se algum membro da equipe está com febre – um sinal revelador de infecção por coronavírus. Não é a primeira vez que a China constrói um hospital nesse ritmo. Os dois novos hospitais são, de fato, baseados nas instalações construídas para lidar com o surto de SARS em 2003 – um hospital que foi construído em apenas sete dias.